Presidente Prudente registra segundo caso de leishmaniose humana em criança de dois anos
A cidade de Presidente Prudente confirmou o segundo caso de leishmaniose humana em 2025, uma criança de dois anos. O menino está em recuperação em casa após tratamento hospitalar.
Publicado em 15/09/2026, 22:07

Presidente Prudente confirmou nesta terça-feira (15) o segundo caso de leishmaniose humana registrado na cidade em 2025. O paciente é um menino de apenas dois anos. O primeiro diagnóstico do ano havia sido de um homem de 24 anos, em junho.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), o garoto já recebeu o tratamento médico hospitalar necessário e evolui bem em casa. A família reside no bairro Residencial São Lucas. Em resposta ao caso positivo, a VEM intensificará as ações de controle no bairro a partir desta quarta-feira (16).
A primeira etapa das ações incluirá orientação aos moradores sobre a importância de separar e disponibilizar resíduos orgânicos para coleta. Essa coleta está programada para a próxima segunda-feira (21), em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea). Paralelamente, serão implementadas medidas de manejo e controle químico do vetor transmissor da doença.
A leishmaniose visceral é uma doença crônica transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. Sem tratamento adequado, a doença pode ser fatal em até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. A principal forma de prevenção envolve a manutenção de quintais limpos, evitando o acúmulo de materiais orgânicos e entulhos em áreas sombreadas e úmidas.
A recomendação médica é buscar atendimento em caso de surgimento dos primeiros sintomas, como febre prolongada, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza e anemia. Quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, maiores as chances de recuperação e de evitar complicações graves.
Em 2025, a cidade já registrou 169 casos de leishmaniose visceral canina, além deste segundo caso humano. A transmissão para humanos não ocorre diretamente de animais, mas sim pela picada do mosquito vetor. O uso de coleiras repelentes em cães e a atenção aos sintomas da doença em animais, como feridas que não cicatrizam e perda de pelos, também são importantes medidas preventivas.
