Operação Nexus: Casal apontado como líder de tráfico e lavagem, vereador e PM são alvos de investigação em Itatiba
Gaeco cumpre mandados em Itatiba e prende seis pessoas em investigação de esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Vereador e policial militar são suspeitos de envolvimento.
Publicado em 15/09/2026, 21:07

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desarticulou um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Itatiba, no interior de São Paulo. Nesta terça-feira (15), seis pessoas foram presas e objetos como carros de luxo, drogas, celulares e mais de R$ 170 mil foram apreendidos. As investigações apontam a participação de um vereador local e de um policial militar no esquema criminoso.
Reginaldo Pereira da Silva, conhecido como "Tim", e sua esposa foram identificados como os principais líderes da organização criminosa. O casal foi detido em um condomínio de luxo e, segundo as apurações, utilizava lojas de carros como fachada para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de entorpecentes. As autoridades detalharam que a dupla também atuava diretamente na distribuição de drogas.
O vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco (MDB), o Duguaca, e sua esposa também foram alvo de mandados de busca e apreensão em suas residências e no gabinete parlamentar. A suspeita é de que o vereador gerenciava um sistema de monitoramento com 11 câmeras, responsável por alertar os criminosos sobre a presença de policiais ou pessoas suspeitas em áreas de atuação do tráfico no bairro Parque San Francisco.
A investigação também revelou o envolvimento de um policial militar, cujo nome não foi divulgado. Este agente de segurança pública estaria encarregado de fornecer informações privilegiadas diretamente a Reginaldo Pereira da Silva (Tim), facilitando as operações do grupo. O Gaeco detalhou que mandados foram cumpridos nos endereços ligados ao parlamentar, resultando na apreensão de equipamentos eletrônicos que possivelmente integravam o sistema de vigilância.
Em nota, a Câmara Municipal de Itatiba declarou que a investigação não está ligada ao exercício da função parlamentar do vereador ou a atos institucionais da Casa Legislativa, e que o mandado de busca foi direcionado unicamente ao gabinete de Duguaca. A instituição ressaltou que os fatos estão sob apuração e que o vereador, como qualquer cidadão, tem direito ao devido processo legal, presunção de inocência, contraditório e ampla defesa.
