Mães são presas após incêndio que matou criança e deixou outras duas feridas em Campinas
Duas mulheres foram presas em flagrante por deixar os filhos sozinhos em um prédio que pegou fogo em Campinas. Uma criança de 3 anos morreu, enquanto outras duas ficaram feridas.
Publicado em 15/09/2026, 23:07

Duas mães foram presas em flagrante após um incêndio que atingiu um prédio ocupado no Jardim Itayu, em Campinas (SP), na manhã desta terça-feira (15). Uma criança de 3 anos morreu carbonizada, enquanto outras duas, de 6 e 3 anos, ficaram feridas e foram socorridas em estado grave. O fogo começou em um dos apartamentos do último andar do edifício, que apresentava condições precárias de segurança.
As três crianças estavam sozinhas no imóvel quando as chamas começaram. Vizinhos conseguiram ajudar duas delas a sair do apartamento em chamas, mas as duas sofreram queimaduras no rosto e foram levadas para unidades de saúde. O corpo do menino de 3 anos foi encontrado em um dos quartos após o controle do incêndio pelas equipes do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as duas mães foram identificadas e levadas ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde permanecem à disposição da Justiça. Exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML) para a investigação do caso.
A Prefeitura de Campinas informou que a área é particular e está ocupada desde 2017, sendo objeto de ação judicial de reintegração de posse. O Executivo declarou que cadastrou 108 famílias no local e tentou atualizá-las recentemente, mas os moradores não aceitaram o recadastramento, apesar da oferta de auxílio-moradia emergencial.
Um morador, que preferiu não se identificar, apresentou uma versão diferente, relatando que os ocupantes tentaram negociar a compra direta dos imóveis com o proprietário, mas a proposta foi recusada. Ele também mencionou a falta de ajuda do poder público, apesar da presença de crianças, idosos e pessoas doentes no local.
O Corpo de Bombeiros avaliou o prédio como inabitável, destacando a ausência de hidrantes e equipamentos de segurança. A prefeitura reiterou que qualquer medida de desocupação depende das decisões judiciais referentes ao processo em andamento.
