Entidades da agroecologia buscam compromisso de candidatos em defesa de práticas sustentáveis
Organizações lançam campanha para que candidatos a cargos eletivos em SP assinem carta com propostas de incentivo à agroecologia e proibição de agrotóxicos.
Publicado em 12/09/2026, 21:07

Diversas entidades ligadas à agroecologia lançaram um chamado a candidatos que disputam as eleições deste ano no estado de São Paulo, propondo a assinatura de uma carta de compromissos. A iniciativa, intitulada “Campanha Agroecologia nas Eleições em SP”, visa o apoio à agroecologia e à democracia como ferramentas para combater a fome, a escassez hídrica e a degradação ambiental.
A Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e o Coletivo Banquetaço encabeçam a mobilização. Mais de 20 outras organizações da sociedade civil, incluindo a Associação Brasileira de Reforma Agrária, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP, também endossaram o documento.
Entre as principais reivindicações está a garantia de incentivos técnicos, econômicos e administrativos para agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. O objetivo é promover maior acesso à terra e aos recursos necessários para a produção de alimentos saudáveis, além de democratizar o uso desses bens.
Outra solicitação destacada é a ampliação da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP) em todo o território paulista. O documento propõe a criação e o fortalecimento de hortas urbanas comunitárias que adotem o cultivo agroecológico e a compostagem de resíduos, com a possibilidade de expansão para escolas e outros serviços públicos.
Em relação ao uso de agrotóxicos, a carta pede o fim da pulverização aérea no estado e sua proibição imediata em áreas próximas a escolas, mananciais e comunidades. A estruturação de laboratórios públicos para monitorar resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos também é vista como essencial.
As entidades também defendem a promoção de debates sobre os impactos negativos dos agrotóxicos no âmbito do legislativo e executivo, além de campanhas informativas nas comunidades. Núcleos de estudo de universidades renomadas, como a Ufscar, Unesp, UFABC e o IFSP de São Roque, que pesquisam agroecologia, também manifestaram apoio ao documento.
